Conheça o ECO, o piloto português do TRANS-Lighthouses que coloca Estarreja no mapa da cocriação de soluções baseadas na natureza com a comunidade

Terminou a 22 de fevereiro a primeira fase deste processo participativo, promovido pelo Município de Estarreja, que conta com apoio da Oficina nas diversas etapas a desenvolver.

O ECO – Estarreja Colaborativa Orientadora surge no âmbito do TRANS-Lighthouses, um projeto financiado ao abrigo do Horizonte Europa, o atual Programa-Quadro de Investigação e Inovação da União Europeia. Já tínhamos por aqui referido anteriormente este projeto que conta com um consórcio de dezanove parceiros de dez países da União Europeia e que pretende, nos diversos territórios definidos, implementar soluções baseadas na natureza construídas colaborativamente com os diferentes atores-chave e forças de interesse locais. Volvidos vários meses podemos agora contar-lhe um pouco mais.

Uma das iniciativas piloto promovidas no âmbito do TRANS-Lighthouses desenrola-se no concelho de Estarreja e denomina-se de ECO, uma alusão a fazer ecoar as vozes dos cidadãos, ao respeito pelos princípios ambientais e ecológicos, e à colaboração. Este caso piloto tem como principal objetivo a co-criação de uma estratégia de conservação e valorização do património natural do concelho, alcançada através de um processo participativo. Processo esse que implica quatro fases, desde o diagnóstico à criação e implementação de soluções, sem esquecer a monitorização e avaliação. 

Assim, ao longo dos meses de janeiro e de fevereiro do ano corrente, durante seis semanas consecutivas, foram realizadas, com o apoio da Oficina, seis sessões descentralizadas de diagnóstico em diferentes freguesias e localidades do concelho, para além de uma sessão concelhia com entidades com atuação nesse território, e de uma sessão interna que envolveu os diferentes interlocutores dos serviços municipais. No total destas oito sessões foram mobilizados mais de 180 participantes, tendo sido conseguida a representação de cidadãos residentes em todo o território, de forças vivas com reconhecida importância pelo envolvimento em atividades como a indústria, a pesca e a agricultura, e também de membros de associações locais, de entidades públicas com poder de decisão ao nível da gestão territorial, de forças de segurança, de representantes dos agrupamentos escolares e de estabelecimentos de ensino superior como a Universidade de Aveiro, entre outras entidades. Sob um roteiro comum, os participantes sentaram-se à mesa para pensar sobre as forças e constrangimentos do território, identificando necessidades e oportunidades futuras, bem como possíveis soluções a implementar para endereçar os desafios identificados. Em paralelo a este processo o Município desenvolveu, ainda, um conjunto de sessões com as escolas para garantir o envolvimento das gerações mais jovens e a cocriação, com os mesmos, de projetos a implementar.    

Volvida a fase de diagnóstico, é agora tempo de analisar os resultados obtidos que servirão de base para o planeamento das próximas etapas que continuarão a privilegiar o envolvimento colaborativo de todas as forças vivas do concelho, o que é essencial para a adequação das soluções a adotar e para a apropriação das mesmas pela comunidade. 

Para obter mais informação sobre esta iniciativa piloto basta visitar a página oficial da mesma, em https://eco-estarreja.pt/, e ficar atento pois vamos partilhando mais novidades também por aqui.

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